Cientistas encontram associação entre mal de Parkinson e câncer de pele

Uma nova pesquisa médica concluiu que pessoas que sofrem com mal de Parkinson são duas vezes mais propensas a desenvolver melanoma, o mais mortal dos cânceres de pele, do que quem não possui a desordem neurológica.

Por isso Honglei Chen, principal autor do estudo, dá a dica: “É prudente que pacientes de Parkinson sejam mais cautelosos quanto aos cuidados com a pele”. Os pesquisadores dizem que a causa dessa ligação ainda é desconhecida.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer americano, a cada ano cerca de 68 mil pessoas são diagnosticados com melanoma nos Estados Unidos – o que representa cerca de uma em cada 5 mil. Dessas 68 mil, 8.700 delas morrem. E cerca de 60 mil pessoas são diagnosticadas a cada ano com mal de Parkinson.

Chen e seus colegas reuniram os resultados de 12 estudos anteriores, observando a associação entre as duas condições. Onze dessas pesquisas encontraram um risco aumentado de melanoma nos pacientes de Parkinson.

O risco aumentado variou em aproximadamente 20% até um estudo que encontrou chances 20 vezes maiores de melanoma entre aqueles que têm, tiveram ou terão Parkinson.

Quando os dados dos 12 estudos foram analisados ​​em conjunto, a chance dos pacientes de Parkinson de obterem um diagnóstico de melanoma foi duas vezes maior do que pessoas sem Parkinson.

De acordo com John Bertoni, professor de neurologia, é difícil determinar se existe um padrão de causa e consequência entre as doenças porque ambas podem demorar anos para se desenvolver.

“O próximo passo é descobrir por que isso acontece e o que podemos fazer para mudar essa situação”, diz Bertoni. Chen afirma que seu grupo de pesquisa continua trabalhando no assunto. Eles agora procuram potenciais ligações genéticas que podem estar por trás tanto do melanoma quanto do mal de Parkinson. “Mas por ora ainda não há dados conclusivos”, acrescenta.