Transtornos psiquiátricos mais comuns em idosos

Demência
As demências são um grupo de doenças que afetam o cérebro, principalmente nas áreas da memória e da linguagem, levando a um progressivo prejuízo dessas funções. Exercícios físicos, chá-verde e uma dieta rica em frutas, verduras, cereais, feijão, nozes e sementes previnem o surgimento de demências.

As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.

Demência tipo Alzheimer

Alzheimer é o tipo mais comum de demência. O número de portadores de Alzheimer no mundo é de cerca 25 milhões, e só no Brasil há cerca de 1 milhão de casos.

Os sintomas iniciais consistem em pequenos esquecimentos, sinais de depressão, dificuldades com a linguagem e a noção de orientação do indivíduo são afetados. Muitas vezes esses sintomas são confundidos como um processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente.

Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes de se tornar totalmente aparente o Mal de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticado e assintomático durante anos.

O diagnóstico da doença de Alzheimer se faz pela exclusão de outras causas de demência.  E quanto a prevenção, incluir frutas, vegetais, pães, cereais e peixes na alimentação podem reduzir o risco de Alzheimer. Atividades intelectuais como ler, disputar jogos de tabuleiro (xadrez, damas, etc.), completar palavras cruzadas, tocar instrumentos musicais, ou socialização regular também podem atrasar o início ou a gravidade do Alzheimer. Atitudes simples do dia a dia podem reduzir as chances de desenvolver a doença.

Quem tem um familiar próximo como pai ou mãe com a doença tem maior chance de desenvolvê-la. Entretanto, devem haver outros fatores além do genético, porque mesmo entre gêmeos idênticos é possível que um desenvolva a doença e outro não.

 

Demência vascular

Demência vascular refere-se a qualquer demência na qual a principal causa foi uma doença vascular encefálica. Geralmente são o resultado de grandes lesões causadas quando um coágulo bloqueia a passagem de sangue no cérebro.

Caracteriza-se por múltiplos infartos que vão ocorrendo no cérebro ao longo da vida do indivíduo, que tem uma pequena isquemia, depois outra e mais outra. Elas vão se somando e estão associadas a uma história de declínio cognitivo.
Às vezes, os infartos são grandes, evidentes, porque a pessoa fica com um dos lados do corpo paralisado, a boca torta. Às vezes, são pequenos episódios. O indivíduo não se levanta de manhã no horário habitual, passa o dia sonolento, mas vai melhorando e ninguém fica sabendo que a causa daquela indisposição foi uma pequena isquemia, um pequeno derrame cerebral. O problema é tratável e há como interferir para que não progrida.

Se não ocorrerem mais acidentes vasculares, o indivíduo se estabiliza e pode recuperar-se satisfatoriamente. O diagnóstico é feito através de critérios que incluem: história clínica, avaliação neuropsicológica, e exames de neuroimagem.

A Demência Vascular pode ser:
Demência vascular de início agudo: Desenvolve-se usual e rapidamente em seguida a uma sucessão de acidentes vasculares cerebrais por trombose, embolia ou hemorragia. Em casos raros, a causa pode ser um infarto único e extenso.
Demência por infartos múltiplos: Demência vascular de início gradual, que se segue a numerosos episódios isquêmicos transitórios que produzem um acúmulo de infartos no parênquima cerebral. Demência predominantemente cortical.
Demência vascular subcortical: Demência vascular que ocorre no contexto de antecedentes de hipertensão arterial e focos de destruição isquêmica na substância branca profunda dos hemisférios cerebrais. O córtex cerebral está usualmente preservado, fato que contrasta com o quadro clínico que pode se assemelhar ao Alzheimer.

Esquizofrenia

Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização dos processos mentais. As pessoas com esquizofrenia perdem o sentido da realidade, ficam incapazes de distinguir a experiência real da imaginária, e  podem até escutar vozes ou acreditar que os outros estão lendo e controlando seus pensamentos. A pessoa sente delírios, alucinações, seus pensamentos ficam desorganizados e o comportamento se altera. Os sintomas da esquizofrenia podem não ser os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual ou, pelo contrário, manifestar-se de forma explosiva e instantânea.

Não existe uma causa única para o desencadear deste transtorno. Assim como muitas outras doenças mentais, acredita-se esquizofrenia seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Todas as ferramentas da ciência moderna estão sendo usadas para descobrir as causas da esquizofrenia. Pesquisas estão desenvolvendo medicamentos mais eficientes e procurando entender as causas da esquizofrenia para achar suas formas de prevenção.

Uma vez que a causa da esquizofrenia ainda é desconhecida, os tratamentos atuais focalizam na eliminação dos sintomas da doença;  incluem medicamentos antipsicóticos e tratamento psicossocial, e podem aliviar muitos dos sintomas.


Transtorno bipolar (do humor)

O transtorno bipolar é caracterizado por alterações cíclicas de humor, que vão desde euforia (mania) até depressão. Os sintomas também incluem humor expansivo e irritável, fácil distração, impulsividade, e necessidade de sono diminuída. Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena.


Transtorno delirante

Pessoas que possuem transtorno delirante sofrem de delírios, alucinações e muitas vezes crêem em ideias falsas ou até mesmo pensam que estão sendo espionados, envenenados e assediados.  Isso causa angústia e ansiedade, gerando muito sofrimento psíquico. Assim, tendo a família como apoio é uma coisa muito importante. O tratamento é realizado com medicação e psicoterapia.

Transtornos de ansiedade

Sintomas ansiosos são bastante freqüentes em idosos e constituem uma das desordens psiquiátricas mais comuns nesta faixa etária. A ansiedade deve ser considerada quando os sintomas de ansiedade são excessivos ou injustificados e, portanto, mal-adaptativos.

Envolve a presença de uma constelação de sintomas cognitivos (ex: medo, preocupação), comportamentais (ex: inquietude, rituais de arrumação) e fisiológicos (ex: palpitação, sudorese ). Pode estar relacionada com acontecimentos do dia-a-dia ou com fatos específicos, ter aparecimento diário ou episódico, ter início espontâneo ou ser desencadeada por eventos de vida extremos. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.

O diagnóstico deve ser elaborado com base na avaliação clínica e exame do estado mental. Escalas de ansiedade podem ser usadas para auxiliar o diagnóstico. O diagnóstico diferencial deve ser feito com condições médicas cuja apresentação mimetize sintomas somáticos da ansiedade.